Quem é o dono da IA na empresa? Entenda a responsabilidade correta

Pontos-chave

  • A responsabilidade pela IA deve estar com as áreas de negócio, alinhando estratégia e resultado.
  • TI deve cuidar da infraestrutura e segurança, garantindo estabilidade e proteção dos dados.
  • Um comitê multidisciplinar evita projetos isolados e garante governança efetiva da IA.
  • Deixar TI como dona da IA sem envolvimento dos negócios prejudica a aplicação prática e os resultados.
  • Empresas que integram negócios e tecnologia conseguem aproveitar mais o potencial da IA.

Por que não é recomendável que TI seja a dona da IA na empresa?

Um erro comum em muitas organizações é delegar toda a responsabilidade da IA para a área de Tecnologia da Informação (TI). A TI, por sua natureza, está preparada para fornecer infraestrutura — que são os sistemas, servidores e ferramentas que permitem que a IA funcione — além da segurança, que protege os dados e as operações contra riscos e ataques. Porém, deixar que só a TI “mande” na IA gera um distanciamento das áreas de negócio, que são as responsáveis por definir para que a IA será aplicada e quais resultados são esperados para a empresa. Sem essa conexão, a IA vira apenas um projeto técnico, sem impacto real.

Qual é o papel das áreas de negócio no uso da IA?

As áreas de negócio conhecem profundamente as necessidades dos clientes, os desafios da operação e os objetivos estratégicos da empresa. Portanto, elas devem ser as principais responsáveis pelo planejamento, definição de metas e aplicação da IA. Isso significa que são elas quem ditam qual problema a IA deve resolver, como medir o sucesso e quais processos precisam ser transformados. Em resumo, o negócio é o “trem” que navega pelos trilhos fornecidos pela TI.

Como criar um alinhamento eficiente entre TI e negócios na IA?

Para evitar que a IA fique isolada em um setor, é fundamental formar um comitê ou grupo de trabalho multidisciplinar que reúna representantes da TI, negócios, segurança e outras áreas estratégicas. Esse comitê atua para garantir que as decisões sobre IA considerem tanto as limitações técnicas quanto as oportunidades de negócio, alinhando investimento, governança e aplicação prática. Esse modelo promove transparência, colaboração e evita que a IA seja um projeto desconectado ou puramente técnico. Esse alinhamento é reforçado por práticas para engajar equipes nos pilotos de IA, garantindo a integração e participação ativa de todos os envolvidos.

Quais os riscos de deixar a IA sem uma governança multidisciplinar?

Sem uma governança clara, a IA pode ser tratada apenas como uma ferramenta técnica, sem foco em resultados reais para a empresa, ou então virar uma iniciativa de marketing que não entrega valor. Isso gera desperdício de recursos, baixa adoção e possíveis riscos de segurança e compliance não controlados. Além disso, a falta de integração entre times pode levar a ruídos e falhas no projeto, prejudicando a confiança e o sucesso da IA no ambiente corporativo. Para mitigar isso, é importante adotar práticas para evitar frustração em pilotos iniciais de IA, promovendo alinhamento e governança eficaz.

Quais os benefícios práticos de um modelo multidisciplinar para IA?

Organizações que adotam uma governança que integra TI e negócios conseguem aproveitar melhor o potencial da IA, com projetos mais alinhados à estratégia, execução mais ágil e resultados mensuráveis. Exemplos práticos incluem automação de processos com impacto real no atendimento ao cliente, análise de dados para decisões mais acertadas e aumento da produtividade sem abrir mão da segurança e estabilidade técnica.

FAQ – Perguntas Frequentes

Quem deve liderar a estratégia de IA na empresa?

A liderança deve ser conjunta, mas as áreas de negócio precisam conduzir a estratégia, definindo metas e usos, enquanto TI apoia com infraestrutura e segurança.

O que a TI fornece no projeto de IA?

A TI oferece a base técnica, como servidores, sistemas, armazenamento de dados e segurança para proteger informações e manter o funcionamento correto da IA.

Como evitar que a IA vire apenas um projeto técnico?

Formando um comitê multidisciplinar onde negócios e TI conversem e definam juntos objetivos, governança e prioridades para alinhar a IA à estratégia da empresa.

Conclusão

Para que a inteligência artificial gere resultados reais e positivos, ela precisa ser guiada pelo negócio, que sabe o que a empresa precisa alcançar, com o suporte técnico e seguro da TI. A criação de comitês alinhados entre áreas garante que a IA não seja um projeto isolado, mas parte estratégica do crescimento da empresa. Essa governança equilibrada evita desperdícios e promove inovação com responsabilidade.

Quer entender como implantar essa estratégia na sua empresa? Valorize a colaboração entre tecnologia e negócios para transformar seus resultados com IA.

Para se aprofundar mais no assunto, acesse o artigo “O Comitê de IA: Como Estruturar a Supervisão da Inteligência Artificial em seu Conselho de Administração”, publicado no site intelligence.dg5.com.br.

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Rafael Faleiro

Ajudo empresas a aumentarem sua performance com automação de processos usando inteligência artificial, marketing e vendas.
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